sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

caro papai noel,

Nas próximas férias de verão eu quero ir para o inferno, pra não passar de novo esse calor do Rio.

Sei que provavelmente o senhor está todo encasacado, que nem natal mais é, e que não faz ideia do que acontece por aqui. Pois eu lhe digo, bom velhinho, que a coisa aqui vai mal.

Let me put it this way - dormir aqui esta noite foi como dormir com um smoking de flanela, cachecol e sobretudo dentro de uma caixa de zinco maciço na superfície do sol depois de uma bad trip de ácido, enquanto você sonha que dança tango sobre uma chapa quente.

Sim, eu molhei a cama. Quase desidratei de tanto suar, e cheguei a desejar uma febre para ter pelo menos o alívio de sentir frio. A sensação é de ser o meu próprio almoço, cozinhando no forno. Papai Noel, nem ar condicionado dá jeito...! Cinquenta graus fundiriam os chifres do capeta!

É minha opinião que todo o suor que evapora daqui está indo chover lá em São Paulo, e a coisa anda feia por lá também; desse jeito, Atlântida vai ganhar uma esquina da Ipiranga com a Avenida São João .

As pessoas me dizem para esperar, para ter esperança, mas não dá mais. Tenho tanta razão pra pensar que o calor vai melhorar quanto pra acreditar que os porcos possam repentinamente decolar e alçar voo rumo ao sul.

Por isso, Papai Noel, eu suplico. Interceda por mim, por nós todos aqui, junto a Jesus, Maomé, Buda, Nossa Senhora Dos Que Suam Muito, que desliguem o modo "cremação", que essa brincadeira já cansou, e agora só está incomodando.

Ok, desisto. Onde é que eu desço?

2 comments:

Mila disse...

No dia em que foram registradas as maiores temperaturas no Rio resgistrou-se também o recorde no uso de energia elétrica nos últimos zili-anos. Ah, coincidências...

Fabiano Battaglin disse...

Vou recomendar aos paulistanos que comprem guarda-chuvas e botes dry fit.