Procurando algum lugar aberto, quarta-feira, 3 da manhã, saindo do trabalho. Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Desde a Figueiredo que não tem lhufas, a geladeira está vazia, o estômago idem. Ninguém na rua. Vai caminhando até a Barão de Ipanema, a Barão do Pão está aberta. Faz nota mental pela milésima vez: a Barão do Pão é 24h. Desvia do pedinte, que está mais doido que o Rafael do Polegar, entra. Compra dois salgados, paga. Pega o caminho de volta pra casa.
Quase chegando, ouvindo música, olha ao redor. Alguma coisa estranha. Cadê os salgados? Volta correndo pra padaria, vira motivo de piadas dos funcionários. "Pensei que tu era mais um desses malucos aí. Sai correndo e deixa tudo pra trás, rárárá", diz o cara que atende. É abordado por bêbado de meia idade, que tenta consolá-lo: "Não liga não, eu também sou distraído. Uma vez, eu namorava uma menina em Bangu, botei 10 reais de gasolina e paguei com uma nota de 50, o feladaputa do frentista viu que eu tava distraído e não devolveu o troco. Fui perceber lá no meio da Avenida Brasil!"
Pega os dois salgados, desvia de novo do pedinte. É zombado até pelo pedinte. No mp3, Muse, birds flying high, you know how I feel. Vai pra casa escrever.
1 comments:
Chu,
você não tinha perdido o mp3?
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